Ode Mineral
Horas passadas,
que presentes se refazem
sobre o ânimo
desorientado dos que já sofreram;
horas, que presumo
serem feitas de alga de sal, de pó de chuva;
horas
demoradamente deflagradas
sobre a carne do langue, do sôfrego,
importuno homem
(sem presente, só passado,
só deixado crudelissimamente para trás
por horas);
horas
desfiando-se qual lume
de fogo sob terra exangue –
o fogo o sangue por da terra o túnel
de veios claustrofóbicos:
horas passadas, lágrimas dementes,
ressuscitadas do âmago da enchente
anímica da terra;
horas de terra, elaboradas de estrume,
horas queimando o olho rútilo do homem
que se perdeu num tempo labiríntico:
horas,
demoradas esporas,
tempo de aço,
poros plúmbeos.
tuto said,
November 7, 2007 at 3:05 am
palavras deconhecidas com tanto sentido pra mim.. desculpa insistir