(A)zul, espelho. Luz
Tudo fica mais bonito quando trago minha cabeça amarrada na minha cintura pela cinta-liga da minha responsabilidade, esbarrando meus cabelos cacheados em minha auto-crítica, que, magoada, trata de sumir com todos os vestígios de que um dia usei sandálias de borracha, escovei os dentes, fiz chapinha no cabelo, cozinhei o macarrão demais, não consegui dormir…
Felicidade enfileirada pedaço depois de pedaço, cada um cuidadosamente destroçado pelas minhas próprias mãos, felicidade guardada dentro de um delicadíssimo lenço, que eu jogo ao vento, com um sorriso nos lábios, do alto da torre do meu castelo de fumaça, felicidade que eu selo com os lábios, destinada a Lugar Nenhum.
*
Ventre
- Ao Diogo
Vasta,
a luz se amorfina,
uma nuvem apagada no céu.
A aurora é branca
como dizer
uma palavra sobre essa palavra
amanhecer.
Tem os olhos abertos – essa luz
tem os olhos abertos
como toda estrada, e segue.
Agora a lua dissolve-se dissecada
pelo sorriso amarelo do sol.
Cápsula
dentro da qual Nascer,
essa manhã se espalha
presa
aos carretéis da mente.
O fino fio frio
de um furioso final
da madrugada pende.
Agora a lua no fundo do fosso
dos olhos que emprestam
palavras
a um rosto silente.
L.M. said,
January 31, 2008 at 6:34 am
Luz
é (A)zul
ao contrário.
Priscila said,
February 1, 2008 at 12:21 am
e às vezes são os pensamentos que acabam com toda essa fantasia, neuroses. e isso tá tão apagado na vida virtual. não é? 0 e 1 e poucas letras. mas ainda não concordo que nos resumimos a isso. por isso te visito. e adoro. e Digo, olhos abertos falante da boca fechada.
um beijinho.
diogo said,
February 3, 2008 at 9:12 am
que lindo…………………………………
(lindo, lindo, lindo)