Desses poemas sobre todas as coisas, que no futuro eu destruirei
Como se fosse feita de caminhos,
percorro minha alma incumbida
de levar meu corpo a seus extremos,
e encontro no meio do caminho
uma esfera chamada coração
que me gela os olhos como um peixe,
desmente-me perante meus iguais,
agrava-me pior do que já sou;
é o verdadeiro pendor racional,
polegar opositor a que se devem
todas as minhas incursões
de humano rebelde contra a estase—
rebeldia cuja cauda em chamas
come de volta o tempo que lhe falta,
e um mar desesperado embaixo espera
pois se alimenta do suor que expilo:
ao mesmo tempo em que amortece a queda,
eleva-me à loucura de saber-me filho
e nunca ter criado qualquer coisa.
Marie said,
September 15, 2008 at 12:09 am
Do caralho.
Leone Rocha said,
September 16, 2008 at 9:00 pm
Na minha maneira de expressar chamo isso de ânsia de ser Deus, o que é normal e possível, se é que me entendes.