Toma aí uma Emily Dickinson
Não ando na liga de escrever no blog, mas vá lá, para não perder o hábito e os poucos leitores jogo aqui mais umas traduções brainstórmicas que eu fiz da Emily “Mãe Natureza” Dickinson, que estavam engavetadas e assim continuarão, tchau.
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LXXXIII, Book of Nature – How happy is the little stone
Como é feliz a pequenina pedra
A divagar sozinha pela estrada
Sem se importar com carreiras
E sem temer exigências;
Cujo manto de elementar marrom
Um universo transeunte veste;
E, independente como o sol,
Associa-se ou brilha sozinha,
Correspondendo a absoluto decreto
Em casual simplicidade.
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XXVI, Book of Love – Heart, we will forget him!
Coração, o esqueceremos!
Tu e eu, esta noite!
O calor dele esquece-o tu,
Eu, a luz que ele trouxe.
Quando acabares, vem, me diz,
Que embaço o meu pensamento.
Anda! Eu torno a lembrá-lo
Se te alongas um momento!
*
X, Book of Life – The heart asks pleasure first
O coração quer antes ter prazer,
Depois, escusar-se da dor;
Então, os pequenos anódinos
Que matam o sofrimento;
Então, poder dormir;
Então, caso tal seja
O desejo do Inquisidor,
Liberdade para morrer.
LM said,
October 29, 2008 at 10:59 pm
Para ver os originais desses e de outros poemas: http://www.bartleby.com/113/indexlines.html
Leone Rocha said,
October 31, 2008 at 11:06 am
Coração, coração. Sempre o coração.
To em uma fase “vamos lá”. Veremos até quando dura.
LM said,
November 3, 2008 at 9:24 pm
To numa fase muito empolgada mas discretamente. Tanta coisa passando diante dos meus olhos que escrever, ou qualquer coisa que o valha, é um milhão de vezes impossível. Sem palavras, sem palavras, sem palavras.
To indo bem ali me refogar em café. Desafogar. Sufoco!