Toma aí uma Emily Dickinson

October 29, 2008 at 10:52 pm (Tradução)

Não ando na liga de escrever no blog, mas vá lá, para não perder o hábito e os poucos leitores jogo aqui mais umas traduções brainstórmicas que eu fiz da Emily “Mãe Natureza” Dickinson, que estavam engavetadas e assim continuarão, tchau.

***

LXXXIII, Book of Nature – How happy is the little stone

Como é feliz a pequenina pedra
A divagar sozinha pela estrada
Sem se importar com carreiras
E sem temer exigências;
Cujo manto de elementar marrom
Um universo transeunte veste;
E, independente como o sol,
Associa-se ou brilha sozinha,
Correspondendo a absoluto decreto
Em casual simplicidade.

*

XXVI, Book of Love – Heart, we will forget him!

Coração, o esqueceremos!
Tu e eu, esta noite!
O calor dele esquece-o tu,
Eu, a luz que ele trouxe.

Quando acabares, vem, me diz,
Que embaço o meu pensamento.
Anda! Eu torno a lembrá-lo
Se te alongas um momento!

*

X, Book of Life – The heart asks pleasure first

O coração quer antes ter prazer,
Depois, escusar-se da dor;
Então, os pequenos anódinos
Que matam o sofrimento;

Então, poder dormir;
Então, caso tal seja
O desejo do Inquisidor,
Liberdade para morrer.

3 Comments

  1. LM said,

    Para ver os originais desses e de outros poemas: http://www.bartleby.com/113/indexlines.html

  2. Leone Rocha said,

    Coração, coração. Sempre o coração.

    To em uma fase “vamos lá”. Veremos até quando dura.

  3. LM said,

    To numa fase muito empolgada mas discretamente. Tanta coisa passando diante dos meus olhos que escrever, ou qualquer coisa que o valha, é um milhão de vezes impossível. Sem palavras, sem palavras, sem palavras.

    To indo bem ali me refogar em café. Desafogar. Sufoco!

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