Mrs. Dalloway etc.

February 24, 2009 at 5:01 am (1)

Talvez esse site venha a ser tanto um “achado” para mais alguém quanto foi para mim:

http://www.malcolmingram.com/vwframe.htm

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Comecei a ler o Mrs. Dalloway da Virginia Woolf e achei muito difícil. Eu que vinha me vangloriando das leituras sérias que vinha fazendo em inglês sem precisar de dicionário. Mas para essa em especial alguma coisa faltava que devia ser um conhecimento indepentente do livro, independente principalmente da gramática da língua inglesa.
A verdade é que se trata de um daqueles livros que falam uma língua própria — que são pura expressão. Que necessitam de muitas pausas para respirar entre cada sentença, às vezes entre palavras. Mas pausas não para entender. Eu diria que são mais pausas para captar o que tá rolando. (Tem mais o que explicar aqui, mas por enquanto sem mais comentários.)

Apesar do conteúdo mais subjetivo do que objetivo, isto é, apesar do cunho psicológico incessante, não foi uma leitura prazerosa para mim. Foi uma leitura difícil. Eu compreendia o significado imediato de todas ou quase todas as sentenças que o compõem, mas me sentia estranha em relação à coisa final, cheia de dentes e tentáculos (labirintos!) que é o Livro. Achei difícil. Achei irritante. Porque tenho estado mais arrogante do que nunca!

No meio disso tudo, fui procurar por informações sobre a vida da autora Virginia Woolf. Achei mais do que isso, achei uma história concisa da sua loucura (vide site indicado acima). Mas aí a liga com o conteúdo do site é outra história e um ser humano precisa estudar muito para não virar pó antes do tempo nessa vida.

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A relationship

February 18, 2009 at 5:04 am (Poesia)

your hard cry troubles
your brother’s sleep.

he’s been running around all day
through movie theaters and roller coasters,
and his heart consists of a tender one:
you should leave peaceful your brother.

your red throat is open
like the gape of a moon.
your cry, pouring harshly out of it,
fills the apartment with distress.

but what is worse:
from time to time it suddenly silences,
and, in their dreams,
your silly folks shudder
not really knowing why or where it should
come back from.
I guess they just got used to it.
the nocturnal hush without your crying might just be too much.

but not to your brother,
who quivers under the thin blanket
like a wet rabbit, awaken like a brute thing
incapable of muttering a word of complaint.

you should, someday in the future,
talk to your brother.

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