Amor
Poema escrito em novembro de 2007:
***
Um grito de céu sem cor
entra pela janela sem fazer alarde.
É com meus olhos que o ouço,
degusto-o se me tateia a derme.
Excito-me — ele percebe;
transveste-se então de fim de tarde.
Consegue haver-me inerme
e quando seu dom de noite vem
solta um urro estrelado e me tem,
nem a lua soberba transcende-nos.
É beleza em intensa e pura cor.
Sabe que não resisto a sentir dor,
peço que venha sempre e me alarme.
Ele obedece como brincasse com fogo,
veio hoje e amanhã virá de novo,
aura de firmamento e mímica de estrela —
Agora está, místico, alvorecendo… —
Projétil de luz na retina,
ele rouba meu silêncio e reintegra-se:
a dimensão do meu sofrimento.
LM said,
May 18, 2009 at 3:16 am
Ele: espero que eu não seja apenas um teste de realidade pra você.
Eu: quero fazer uma trança no seu cabelo.
Ele: pensa em mim como um conto do Hemingway.
Eu: você já falhou?
Ele: não sei mesmo!
Eu: você não sabe com quem está lidando.
Ele: imagino que se eu fosse pesquisar sobre você não encontraria nada.
Eu: você traduziu um livro sobre os estóicos.
Ele: não agora.
Eu: não agora.
Não necessariamente nessa ordem.