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	<title>Comments on: Um comentário &amp; a Sina do Ópio</title>
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	<description>Ri, coração, tristíssimo palhaço!</description>
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		<title>By: tuto</title>
		<link>http://ricto.wordpress.com/2009/06/06/um-comentario-a-sina-do-opio/#comment-479</link>
		<dc:creator>tuto</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Jun 2009 18:18:13 +0000</pubDate>
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		<description>queria saber de algo assim, só sinto, cansaço todos esses dias, queria poder descansar semana toda pra estar inteiro ao fim dela e poder me acabar com resto do mundo. Mas como nada é como deveria, enquanto permaneço nessa sala me conforto em ler coisa tão bem traçada, estava com saudades disso. nem tinha intendido, mas reli agora e acho que sou desconfuso, mesmo que não entenda finjo bem.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>queria saber de algo assim, só sinto, cansaço todos esses dias, queria poder descansar semana toda pra estar inteiro ao fim dela e poder me acabar com resto do mundo. Mas como nada é como deveria, enquanto permaneço nessa sala me conforto em ler coisa tão bem traçada, estava com saudades disso. nem tinha intendido, mas reli agora e acho que sou desconfuso, mesmo que não entenda finjo bem.</p>
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		<title>By: Leone Rocha</title>
		<link>http://ricto.wordpress.com/2009/06/06/um-comentario-a-sina-do-opio/#comment-477</link>
		<dc:creator>Leone Rocha</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2009 17:08:45 +0000</pubDate>
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		<description>Nobre nada. Sou um besta mesmo e confuso, do pior tipo. Só que isso é difícil de engolir ainda mais sendo quem/como sou. Chego ao ponto de dizer que é escolha minha. Na verdade tenho preguiça de tentar. Só me resta de consolo a velha máxima: &quot;uma hora ou outra a pessoa certa aparece&quot;. Espero.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Nobre nada. Sou um besta mesmo e confuso, do pior tipo. Só que isso é difícil de engolir ainda mais sendo quem/como sou. Chego ao ponto de dizer que é escolha minha. Na verdade tenho preguiça de tentar. Só me resta de consolo a velha máxima: &#8220;uma hora ou outra a pessoa certa aparece&#8221;. Espero.</p>
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		<title>By: LM</title>
		<link>http://ricto.wordpress.com/2009/06/06/um-comentario-a-sina-do-opio/#comment-476</link>
		<dc:creator>LM</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 Jun 2009 05:33:38 +0000</pubDate>
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		<description>É, fica para depois. O meu confuso não é um tipo nobre como tu, a confusão dele se resume a ele ser a fim da ex e ela não querer mais ele mas continuar dando mole pra manter o território. E ele não me apetece ao ponto de eu querer me meter nesse rolo. Tem mais, mas fica pra depois. To chapadona e acabei de ter uma idéia genial pro trabalho de Literatura Portuguesa V.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>É, fica para depois. O meu confuso não é um tipo nobre como tu, a confusão dele se resume a ele ser a fim da ex e ela não querer mais ele mas continuar dando mole pra manter o território. E ele não me apetece ao ponto de eu querer me meter nesse rolo. Tem mais, mas fica pra depois. To chapadona e acabei de ter uma idéia genial pro trabalho de Literatura Portuguesa V.</p>
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		<title>By: Leone Rocha</title>
		<link>http://ricto.wordpress.com/2009/06/06/um-comentario-a-sina-do-opio/#comment-475</link>
		<dc:creator>Leone Rocha</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 Jun 2009 05:21:37 +0000</pubDate>
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		<description>Já vistes um &quot;confuso&quot; decidido? Se tivesses insisitido poderías ter feito um confuso se revelar. Momentos raros esses. Uma aluna minha andou insistindo para ficar comigo. Um dia perdi a paciência e a abandonei no meio de uma praça. Ela ainda disse antes de eu ir: &quot;podes ir&quot;. Ela pensou que psicologia reversa funcionaria. Fui e deixei ela só na praça. Sem falar no que fiz com a minha ex namorada. A chamei de &quot;mulherzinha&quot;. As mulheres agem como se os homens fossem obrigados a ler pensamento, &quot;interpretar sinais&quot;. Primitivo. Não existe um homem de verdade que se chegares para ele e disser &quot;me come&quot; ele não vá te comer. Mas, para um confuso, os trâmites necessários para se chegar aos finalmentes não valem o esforço. Se não houver trâmite, burocracia, rola. Confusos não se rebaixam para as mulheres para comê-las, logo não aprendem as manhas do jogo. Tem mais coisas, mas fica para depois.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Já vistes um &#8220;confuso&#8221; decidido? Se tivesses insisitido poderías ter feito um confuso se revelar. Momentos raros esses. Uma aluna minha andou insistindo para ficar comigo. Um dia perdi a paciência e a abandonei no meio de uma praça. Ela ainda disse antes de eu ir: &#8220;podes ir&#8221;. Ela pensou que psicologia reversa funcionaria. Fui e deixei ela só na praça. Sem falar no que fiz com a minha ex namorada. A chamei de &#8220;mulherzinha&#8221;. As mulheres agem como se os homens fossem obrigados a ler pensamento, &#8220;interpretar sinais&#8221;. Primitivo. Não existe um homem de verdade que se chegares para ele e disser &#8220;me come&#8221; ele não vá te comer. Mas, para um confuso, os trâmites necessários para se chegar aos finalmentes não valem o esforço. Se não houver trâmite, burocracia, rola. Confusos não se rebaixam para as mulheres para comê-las, logo não aprendem as manhas do jogo. Tem mais coisas, mas fica para depois.</p>
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		<title>By: LM</title>
		<link>http://ricto.wordpress.com/2009/06/06/um-comentario-a-sina-do-opio/#comment-474</link>
		<dc:creator>LM</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 Jun 2009 05:11:29 +0000</pubDate>
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		<description>Alprazolam me faz querer dividir tudo com todos porque vejam só quanta beleza:

&quot;Na Noite Terrivel

Na noite terrível, substância natural de todas as noites,
Na noite de insônia, substância natural de todas as minhas noites,
Relembro, velando em modorra incômoda,
Relembro o que fiz e o que podia ter feito na vida.
Relembro, e uma angústia
Espalha-se por mim todo como um frio do corpo ou um medo.
O irreparável do meu passado — esse é que é o cadáver!
Todos os outros cadáveres pode ser que sejam ilusão.
Todos os mortos pode ser que sejam vivos noutra parte.
Todos os meus próprios momentos passados pode ser que existam algures,
Na ilusão do espaço e do tempo,
Na falsidade do decorrer.

Mas o que eu não fui, o que eu não fiz, o que nem sequer sonhei;
O que só agora vejo que deveria ter feito,
O que só agora claramente vejo que deveria ter sido —
Isso é que é morto para além de todos os Deuses,
Isso — e foi afinal o melhor de mim — é que nem os Deuses fazem viver ...
Se em certa altura
Tivesse voltado para a esquerda em vez de para a direita;
Se em certo momento
Tivesse dito sim em vez de não, ou não em vez de sim;
Se em certa conversa
Tivesse tido as frases que só agora, no meio-sono, elaboro —
Se tudo isso tivesse sido assim,
Seria outro hoje, e talvez o universo inteiro
Seria insensivelmente levado a ser outro também.

Mas não virei para o lado irreparavelmente perdido,
Não virei nem pensei em virar, e só agora o percebo;
Mas não disse não ou não disse sim, e só agora vejo o que não disse;
Mas as frases que faltou dizer nesse momento surgem-me todas,
Claras, inevitáveis, naturais,
A conversa fechada concludentemente,
A matéria toda resolvida...
Mas só agora o que nunca foi, nem será para trás, me dói.

O que falhei deveras não tem sperança nenhuma
Em sistema metafísico nenhum.
Pode ser que para outro mundo eu possa levar o que sonhei,
Mas poderei eu levar para outro mundo o que me esqueci de sonhar?
Esses sim, os sonhos por haver, é que são o cadáver.
Enterro-o no meu coração para sempre, para todo o tempo, para todos os universos,

&lt;strong&gt;Nesta noite em que não durmo, e o sossego me cerca
Como uma verdade de que não partilho,
E lá fora o luar, como a esperança que não tenho, é invisível p&#039;ra mim.&lt;/strong&gt;&quot;

Álvaro de Campos. Poemas Completos: http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/jp000004.pdf

LEIAM ESSES POEMAS, QUEM QUER QUE SEJAM VOCÊS. HÁ NOITES SÓ ME ALIMENTO DELES.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Alprazolam me faz querer dividir tudo com todos porque vejam só quanta beleza:</p>
<p>&#8220;Na Noite Terrivel</p>
<p>Na noite terrível, substância natural de todas as noites,<br />
Na noite de insônia, substância natural de todas as minhas noites,<br />
Relembro, velando em modorra incômoda,<br />
Relembro o que fiz e o que podia ter feito na vida.<br />
Relembro, e uma angústia<br />
Espalha-se por mim todo como um frio do corpo ou um medo.<br />
O irreparável do meu passado — esse é que é o cadáver!<br />
Todos os outros cadáveres pode ser que sejam ilusão.<br />
Todos os mortos pode ser que sejam vivos noutra parte.<br />
Todos os meus próprios momentos passados pode ser que existam algures,<br />
Na ilusão do espaço e do tempo,<br />
Na falsidade do decorrer.</p>
<p>Mas o que eu não fui, o que eu não fiz, o que nem sequer sonhei;<br />
O que só agora vejo que deveria ter feito,<br />
O que só agora claramente vejo que deveria ter sido —<br />
Isso é que é morto para além de todos os Deuses,<br />
Isso — e foi afinal o melhor de mim — é que nem os Deuses fazem viver &#8230;<br />
Se em certa altura<br />
Tivesse voltado para a esquerda em vez de para a direita;<br />
Se em certo momento<br />
Tivesse dito sim em vez de não, ou não em vez de sim;<br />
Se em certa conversa<br />
Tivesse tido as frases que só agora, no meio-sono, elaboro —<br />
Se tudo isso tivesse sido assim,<br />
Seria outro hoje, e talvez o universo inteiro<br />
Seria insensivelmente levado a ser outro também.</p>
<p>Mas não virei para o lado irreparavelmente perdido,<br />
Não virei nem pensei em virar, e só agora o percebo;<br />
Mas não disse não ou não disse sim, e só agora vejo o que não disse;<br />
Mas as frases que faltou dizer nesse momento surgem-me todas,<br />
Claras, inevitáveis, naturais,<br />
A conversa fechada concludentemente,<br />
A matéria toda resolvida&#8230;<br />
Mas só agora o que nunca foi, nem será para trás, me dói.</p>
<p>O que falhei deveras não tem sperança nenhuma<br />
Em sistema metafísico nenhum.<br />
Pode ser que para outro mundo eu possa levar o que sonhei,<br />
Mas poderei eu levar para outro mundo o que me esqueci de sonhar?<br />
Esses sim, os sonhos por haver, é que são o cadáver.<br />
Enterro-o no meu coração para sempre, para todo o tempo, para todos os universos,</p>
<p><strong>Nesta noite em que não durmo, e o sossego me cerca<br />
Como uma verdade de que não partilho,<br />
E lá fora o luar, como a esperança que não tenho, é invisível p&#8217;ra mim.</strong>&#8221;</p>
<p>Álvaro de Campos. Poemas Completos: <a href="http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/jp000004.pdf" rel="nofollow">http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/jp000004.pdf</a></p>
<p>LEIAM ESSES POEMAS, QUEM QUER QUE SEJAM VOCÊS. HÁ NOITES SÓ ME ALIMENTO DELES.</p>
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