Citação meio a propósito, meio aleatória
your star, steel-set, keeps lone and frigid tryst
to freighted ships, baffled in wind and blast.
(tua estrela, feita em aço, mantém solitário e frígido pacto
com navios de carga, estancada/os em golpes de vento.)
H.D., poetisa do modernismo americano
Fala da Maníaca
Me deixa viver nesse espaço de exagero.
Que eu seja a Mulher Maníaca.
Que eu não consiga consentir ao fim das coisas
e insista em exercitá-las à exaustão.
Que, à beira de um ataque de nervos,
eu pule para dentro em histeria
soltando risos grossos e burros, risos
verdadeiramente grossos e burros.
Tocar a chama de uma vela com a minha língua,
eis como posso ser útil.
Não sou esquizofrênica, sendo maníaca.
Já sem qualquer depressão,
exijo que as coisas tomem uma ordem muito específica,
ou meus sentidos se implodem.
(Os sonetos do século XXI não têm métrica ou rima.
A psicanálise liquidou com as formas clássicas.
E os Modernos juram que a revolução foi estética.)
In Media Res
Poema escrito em março de 2008. Já foi postado aqui, mas fiquei com vontade de dizê-lo de novo:
***
Talvez a certeza cega de um amanhã
é que me permite, assim tão seguramente,
repousar o livro
que conta a história de nossas vidas
sobre a remota escrivaninha:
A segurança de termos tempo
ainda para contemplar
nossa história sem sequer começo.
Certamente estaremos velhos
e mudos no final do livro,
Que repousa porque temos tempo
e eu já estou tão cansada, meu filho.
Tu não morrerás (que, antes,
se extinga o silêncio, antes,
se cale o silêncio, antes, que ensurdeça);
Eu sei que serei feliz, e tu, meu protagonista.
Mas, antes, não houvesse história.
Toda eternidade é efêmera.
O fim das coisas não conta
mais do que têm verdade as entrelinhas
Dos grandes acontecimentos.
O silêncio que nos antecede
é aquele mesmo de quando
da morte da primeira estrela,
aquela que vês até hoje.
Descansemos mais um pouco.
Esse tempo que nos separa
foi feito para nos amarmos
ainda mais e mais ardentemente
do que quando formos eternos.
Enquanto isso, sublime, o teu sono
marca a página do livro, aquela
onde a vida espera.
(Mas nunca para sempre).
Saudade no ônibus
O relento hiperestesia
O ritmo tardo de meu sangue.
Sinto correr-me a espinha langue
Um calefrio de histeria…
(…)
A minha carne complicada
Espreita, em voluptuoso ardil,
Alguém que tenha a alma sutil,
Decadente, degenerada!
E a lua verte como uma âmbula
O filtro erótico que assombra…
Vem, meu Pierrot, ó minha sombra
Cocainômala e noctâmbula!
- Manuel Bandeira, “Pierrette”
***
Eu amo um estudante de Filosofia.
Quem mais eu amaria
senão um estudante de Filosofia?
Minha existência sombria,
minha natureza vadia —
tudo o que fui e sou se alia
à imagem do estudante de Filosofia,
esse negro estudante de Filosofia
que, envolto em sômbrea e lúcida melancolia,
emparelha-se comigo numa simetria
qual formasse-nos idêntica geometria
à que conjuga a noite e o dia —
A brasa que une em cinzas a noite e o dia,
a lágrima que escorre dessa cinza fria.
Bonança
Tá tudo aceso em mim
Tá tudo assim, tão claro
Tá tudo brilhando em mim
Tudo ligado
como se eu fosse um morro iluminado
por um âmbar elétrico
que vazasse nos prédios
e banhasse a Lagoa
até São Conrado
e ganhasse as Canoas
aqui do outro lado
- Adriana Calcanhotto, “Âmbar”
***
O corpo depois que chora fica feito cidade na bonança,
depois de tempestade.
Manso. As fibras mais elétricas.
A alma parece que fica encolhida,
como um tapete ensopado ou um pano de chão
molhado de água suja.
A pele da alma ganha um aveludado
parado, um magnetismo estático
depois que passa o choro, essa espécie de íntima chuva.
Eu seria incapaz de produzir um som mais alto que minha tristeza.
Meus dois olhos inchados enxergam um mundo mais úmido.
O choro deságua na alma essa bonança em ondas,
que se afigura em texturas na sensação que o nosso corpo tem do que somos.
Textura no que vejo. Textura no que sinto. Textura no que sou de fora para dentro.
A lágrima passou, levou, lavou.
Mas não, não mexeu com o futuro.
O futuro continua lá, irremissível, abrupto.
Essa textura de paz, engodo de bonança,
em verdade é só que o choro subverte a tristeza
em um discurso mais fluido.
Amor
Poema escrito em novembro de 2007:
***
Um grito de céu sem cor
entra pela janela sem fazer alarde.
É com meus olhos que o ouço,
degusto-o se me tateia a derme.
Excito-me — ele percebe;
transveste-se então de fim de tarde.
Consegue haver-me inerme
e quando seu dom de noite vem
solta um urro estrelado e me tem,
nem a lua soberba transcende-nos.
É beleza em intensa e pura cor.
Sabe que não resisto a sentir dor,
peço que venha sempre e me alarme.
Ele obedece como brincasse com fogo,
veio hoje e amanhã virá de novo,
aura de firmamento e mímica de estrela —
Agora está, místico, alvorecendo… —
Projétil de luz na retina,
ele rouba meu silêncio e reintegra-se:
a dimensão do meu sofrimento.
Caros e indiferentes leitores,
Advirto que o post anterior é enormemente mentiroso. Escrevi-o durante um surto de inteligência privado porém de bom senso (quiçá, vergonha na cara). Devo, pois, sob nenhuma outra pressão além de meu próprio tédio, declarar por meio deste que não li mais que as cinquenta páginas iniciais do livro O Lobo da Estepe, de Hermann Hesse, condição a qual desqualificaria minha opinião expressa em razão do livro, no entanto eu, que apenas tenho a declarar minha existência ao espelho do banheiro e ao meu umbigo, se expressei os conteúdos verificáveis no já presentemente citado post, fi-lo por motivação idêntica àquela qualidade temporal da alma chamada sinceridade, cuja força motriz é a espontaneidade, que se em meu espírito não chega a ser afecção preponderante, o é se me encontro, como ora hei por bem encontrar-me, sob o efeito de estimulantes químicos, os quais aqui correspondem aos chamados neurolépticos, a que recorro desde que inapta a ingerir álcool e nem por este motivo adepta de drogas mais pesadas como as que se têm ingeridas por, digamos, moradores de rua e/ou burguesinhos enxotados de si mesmos por pertencerem à casta social a que pertencem.
Tendo dito isto, despeço-me, e deste feriado de uma semana que se instalou em minha vida pelo período de exatamente nove dias; daqui para frente, sem mais posts drogados pela maDROGADA:
Adeus.
E isto é para que se não questione jamais a máxima atemporal: Um estudante de Letras é um estudante de Letras.
Para dormir & Nota prévia
Nota prévia:
Sim, eu tenho escrito muita poesia. Tentativas, evidentemente, que nem sempre se consumam nos poemas que eu gostaria de escrever, poemas necessários. Os que tenho postado aqui são os que já têm uma forma pronta mais ou menos, mas mesmo nestes ainda mexo quase todos os dias. É terapêutico construir poemas (obrigada, Emmanuel). O blog é por assim dizer o meu atelier aberto…
Tenho pensado que escrever poesia nos dias de hoje não tem como passar de um hobby, mesmo. Por questões de sociedade etc — não, não aguento mais falar disso (pensar também, mas controlar o pensamento vocês sabem como é). Enfim, o bom mesmo era escrever romance. Ah, meus botões e eu temos concluído mais e mais que a forma literária para dizermos o que queremos é a prosa, o conto e o romance. Me dêem mais trinta anos de instrução (para lutar contra as tendências acefálicas da minha conjuntura histórico-sócio-intelectual) e verão se esses poeminhas não se tornam na minha obra secundária, na cerejinha do bolo da minha masterpiece.
***
Para dormir
Lá fora a antemanhã tão longínqua! a floresta tão aqui ante outros olhos meus!
- Fernando Pessoa, “Na Floresta do Alheamento”
***
Desenterrar-se do calor que estia.
Talhar-se a ferro frio
no acolchoado espaço da penumbra.
Abraçar como entes sãos: a brusca cama,
a demorada colcha de crochê, os frisos
da cortina — a grossa vigília se impele.
Eu — posta de matéria sem afecções.
A sensação de mim é um golpe seco
que ecoa curtamente pelas dimensões
Da alcova solitária. Disperso
impertinências. Não sei discernir formas,
talvez se há conteúdo nessa ausência
De finitudes. O espaço se prolonga
em minhas dobras, que abanam em gotas
os sons que simulam as finitudes.
Se fecho os olhos, penso coisa corresponder
a essa coisa. Mas abro-os e vejo
que era senão a madrugada erguendo-se
Em redonda flor, em rósea réstia
de delírio ao redor de minha sombria mente.
Madrugada de sonho e toda de alquimias.
Embaixo de seus panos sou como um tear:
teço as sombras da noite nas sobras do dia
e, no ímpeto flébil da unção, desperto torno
O homem febril ao já porvir claríssimo:
para dormir, adulo meus olhos com acalantos
débeis. Eles ignoram que despertarão
Numa imensidade cheia de caminhos.
Mas sua alma de olhos está no que vêem:
esse escuro cheio de caminhos
sensíveis, ininteligíveis.
Sol negro
Na minha voz
trago a noite e o mar
O meu canto é a luz
de um sol negro e… dor
É o amor, que morreu
na noite do mar
- Caetano Veloso, na voz de Maria Bethânia
***
I
Preciso que me abraces com mais força agora:
as nuvens estão em silêncio, a lua encoberta dormita.
Sou uma folha caída, sou um grão de terra entre as ervas.
Preciso que me vejas mais distintamente agora,
que estou na altura do chão,
confundindo-me com todas as leviandades sãs da natureza,
com as suas ninharias mais laboriosas.
Em verdade, é que o simples deixou-me:
estou pequena como um começo de universo,
compõem-me fibras de galáxias desconhecidas,
estou densa e repisada como um minúsculo deus.
Preciso que recebas isso.
Não me rejeites: ama-me assim,
quando não sou mais que trêmula carne doída,
ama-me assim,
para que teu amor me reerga simples e límpida,
igual apenas àquela
doce, imperfeita mulher
que alisava com as mãos os teus belos cabelos.
II
Não desvia teus olhos da minha luz
negra. Te dou as lágrimas em minha tez
para beijares, demoradamente…
Consome a minha dor — me esgota
em tua boca. Toca
o meu corpo imperfeito com a tua mente.
Oh sente-me em teu peito!
Se ainda pulso é porque um dia amaste,
não minha coragem, não a minha mente,
mas a minha dor:
pois me quiseste mesmo pequenina
e tomaste em teus braços o mínimo animal
de insânias fatalmente ferido;
porque lançaste brancas pétalas
para lavar minhas cicatrizes;
e sentiste o cheiro de meu sangue
e nunca maldisseste meu riso.
Oh segue livre — aonde vou
estás comigo. Aonde irás
terás a bênção
do anjo negro que tu amaste
como a um abismo.
A ghoul* to Edgar Allan Poe
By a route obscure and lonely,
Haunted by ill angels only,
Where an Eidolon, named NIGHT,
On a black throne reigns upright,
I have wandered home but newly
From this Ultimate dim Thule.
- Edgar Allan Poe, in “Dream-Land”
***
Névoas, estradas e poentes cinzas
arremessaram-me adentro da cidade
arquitetada pela Noite. Meus pés
de anjo caído pela luz irônica
daqueles aconchegos sempre sombrios
puseram-se a compor passos à Morte,
tirana pitoresca da paisagem… —
Ébrios passos, de quem não tragara
um mínimo sentido do que era
a mensagem da grã Musa Obscura,
que, só de sê-lo e sendo-o tão flagrante,
tão lúcida sem pias claridades,
apenas tendo o místico semblante
das coisas que ousam ter eternidade
(dentro da Escuridão, a eternidade!)
já mostrava a um homem o ter postura!
Mas eu seguia a torto, se direito,
urgindo haver se da profunda angústia
a urrar em mim como que em grito expresso
pelas vontades da própria Noturna
eu retirava a vida póstuma, irreversa,
que era já todo o meu febril fascínio:
a voz da Noite me tinha cativo,
então da Morte aos interesses criava,
falando a língua dos homens feridos.
Só que era a dela uma outra língua antiga
que eu não sabia, mas ouvia ao longe
soprarem ventos fortes, exultantes,
como se bocas fortes mastigassem
toda a minha afetada ignorância.
Não me queria a Morte, me queria
longe a passar de suas paragens lânguidas,
com meus pés grossos, emendados, brancos,
cheios de calejadas teorias
ou rimas tão risíveis quanto os Céus
a quem Grã Noite, enorme, se antepõe.
—
*Criaturas lendárias que roubam túmulos e comem a carne dos cadáveres.
Correspondência
Na beira do mundo
Portão de ferro, aldeia morta, multidão
Meu povo, meu povo
Não quis saber do que é novo, nunca mais
Eh! Minha cidade
Aldeia morta, anel de ouro, meu amor
Na beira da vida
A gente torna a se encontrar só
- Milton Nascimento e Márcio Borges na canção “Os Povos”
***
A música que me acompanha pelos ares
decanta as cores da paisagem,
grava em si as cenas espetaculares que me escapam
pela janela do carro, enquanto,
imersa em lassidão, desassossego,
ergo meus olhos a outro tipo de paisagem —
mas essa não se pode decifrar.
Encontro em labirintos,
onde a solidão é total,
a sombra de uma chave.
Dessa sombra verto a água
que em meus olhos refrata
a luz pouca que escapa
da penumbra que eu vejo
no fundo de todas as coisas —
metodologia do estar vivo
em condições de existência
inóspitas, inescapáveis…
Mas a música, se vem
a noite, e se há necessidade
de recordar uma face, uma imagem,
uma qualquer vertiginosa silhueta
de acontecimento vivo
do mundo que perco
a delírios,
a música salva
com suas notas tímidas,
tão frequentemente trêmulas,
veementes,
o tom da textura que era
o daquela planta, pássaro ou chuva
ou moça ou rapaz bonito na curva
da estrada, no acostamento,
que passou ao meu lado, mas não pude ver,
não vi, porque estava sofrendo.
Na música, todas as coisas persistem.
A música, que o dia todo esteve em mim,
fazendo companhia ao meu vazio,
a música me mostra, no final, onde passei,
por onde andaram esses pés sem sombra,
sem tangibilidade, sem postura,
esses pés entortados pela minha alma insegura
não de si, mas do resto do mundo;
que teme pelo simples fato de que humanidades existem
e sofrem, com pés e mãos taciturnos,
com rostos precários, com dentes insanos —
carnívoros? Involuntários.
Humanos. Eu. Essa correspondência obtusa.
Mas a música! A música nunca tornou-se em memória
que não tenha sido de fato.
A relationship
your hard cry troubles
your brother’s sleep.
he’s been running around all day
through movie theaters and roller coasters,
and his heart consists of a tender one:
you should leave peaceful your brother.
your red throat is open
like the gape of a moon.
your cry, pouring harshly out of it,
fills the apartment with distress.
but what is worse:
from time to time it suddenly silences,
and, in their dreams,
your silly folks shudder
not really knowing why or where it should
come back from.
I guess they just got used to it.
the nocturnal hush without your crying might just be too much.
but not to your brother,
who quivers under the thin blanket
like a wet rabbit, awaken like a brute thing
incapable of muttering a word of complaint.
you should, someday in the future,
talk to your brother.
A via crucis da noite
I live by the ocean, and during the night I dive into it (Björk)
The moon is my mother. She is not sweet like Mary. (Sylvia Plath)
***
Os afetos são verdadeiros,
mas todas as palavras são dessignificadas.
Quem pisa em solo lunar não sabe
dizer palavra terrena:
vive em estado de febre
e só comunica delírios.
(A lua é minha mãe.
Ela não é meiga como a mãe de Cristo.
Ela me aprisiona e, ao me ver sofer,
derrama seus seios sobre as minhas chagas,
humilhando-me, amante.)
Eu vivo à beira do mar,
à margem da vida.
Eu fujo das ondas de um mar
que todas as noites espanca
as minhas portas e quebra
como pedisse perigo.
Quando a lua sai,
a onda do mar vem
e dentro dele eu deito.
Amanheço com sal queimando meus lábios
e finjo por disfarçar as cicatrizes
cáusticas de ontem.
O dia se abre em sorrisos
e promessas de ânimo balsâmico,
mas a espuma importuna
as esperanças futuras:
eu sei que quando a lua vem
o mar quebra as janelas,
afoga o que for meu sorriso
diurno, e me atravessa
ao outro mundo —
Lunática, todos os dias
eu me antevejo morta
na noite; todos os dias
a via crucis do meu corpo
é dúplice: aluninada e lúcida;
todos os dias me pergunto – lástima -
onde eu estive de noite.
O poeta gago se auto-elogia
Cuidado com o cão
O cão caminha calado
contando as contas de mar
caídas no cais
O cão curioso se curva
com a cara caída no chão
como quem cortejasse o céu
e conversa com a chuva consciente
carente curtido de sol
comido de câncer e cal
Cuidado com o cão
O cão cai, corre, carrega
carinha, cose, cantiga
cada coisa que
cuidado
Com a coragem do cão
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E uma nota de rodapé aos jovens poetas do meu Brasil:
Onde pretendeis chegar levando-vos tão a sério? Ao vosso próprio umbigo? Então ficai tranqüilos que estais no caminho certo! Por que tanta rebuscância, tanta formalidade? Tamanho ar oficialesco em bocas que tudo teriam para estar úmidas da boa, da graciosa, da infalível leviandade! Oh! Quereis ser grandes? Querei-vos ornados com a pompa do estilo e os louros da fama? Tendes por desejo máximo ver-vos PUBLICADOS? Oh, dor, oh, piedade, vinde até mim, ai, meus sais!
Não vedes que o que os nossos tempos menos precisam são mais PUBLICAÇÕES? Quereis intitular-vos ppppppppooooooooooeeeeeeeeetttttttttaaaaaaaaaaasssssssssssssss à força de um apenas selo fácil que hoje em dia se grava quase que pejorativamente?! Ohhhhhhhhhhhhh! Poetas, poetinhas do meu coração, eu vos amo, mas temo pela vossa juventude desembestada. Treinai vossa mão, encontrai a vossa poesia, mas mesmo no dia em que tiverdes como que por graça divina a certeza de que sois “Grandes”, não vos levai a sério! Oh, pelos céus, não vos levai! Escrevei, mostrai vossa literatura, mas não vos levai a sério!
MIRANDA, L. In: “Noite fodida de insônia em que não me resta nada melhor a fazer”. 2008. Editora das carcaças cansadas e já quase sem paciência.